Biologia, Trabalho Escolar, Trabalhos Escolares, ZOOLOGIA

COURO – Biologia, ZOOLOGIA, Trabalho Escolar.

COURO

Desde as origens do homem as peles dos animais são submetidas a diversos tipos de tratamento e têm um sem-número de aplicações, como confecção de roupas, cordas, cobertura de moradias e revestimento de móveis.
Denomina-se couro a pele devidamente tratada de várias espécies de mamíferos, especialmente o gado bovino. Em termos industriais, a palavra se refere a essas mesmas peles depois de submetidas ao processo de curtimento, o qual compreende uma série de operações de natureza física e química.

História. Os antigos hebreus sabiam curtir o couro com a casca do carvalho, arte que provavelmente aprenderam durante o cativeiro no Egito, pois nos túmulos egípcios foram encontradas sandálias de couro e outros produtos de pele, o que demonstra como ali se conhecia, há mais de quatro mil anos, a arte de curtir. Outros povos orientais a dominaram muito antes de inventar qualquer sistema de escrita, e também os gregos utilizaram peles e couros curtidos desde o alvorecer de sua história.
Em sentido mais amplo, no mundo inteiro o couro e as peles constituíram a primeira indumentária humana nos climas frios, freqüentemente sem nenhuma técnica de curtimento, como até o final do século XX se podia encontrar em numerosas culturas primitivas. cAntes do emprego dos metais, o couro foi ainda indispensável ao guerreiro como única defesa e proteção, em forma de escudo — daí “couraça”.
No final da Idade Média, os trabalhadores do couro – curtidores, sapateiros e outros artesãos – foram os primeiros a se unir na formação de grêmios. Embora muitos povos ameríndios já curtissem o couro por ocasião da chegada dos europeus, foram estes que levaram para o Novo Mundo o método de curtir por meio de cascas.
No fim do século XIX, químicos americanos fizeram descobertas que prepararam o caminho para o ulterior desenvolvimento científico do curtume. Observaram que, com os sais crômicos sobre as peles, obtinha-se um tipo diferente do couro não flexível até então conhecido. Logo se aperfeiçoou um processo que submetia as peles curtidas com cromo a novo tratamento com sabão e óleo, conhecido na indústria com o nome de “licor grosso” ou “crasso”. No fabrico de calçados, o couro assim preparado superou o curtido com cascas.

Curtume. No processo de industrialização, o couro passa por várias etapas: limpeza das peles em água de cal e outras soluções para a abertura dos poros, eliminação dos pêlos e restos de carne e curtimento em grandes tambores giratórios, de onde as peles são retiradas horas depois, espremidas e cortadas transversalmente na espessura desejada, para serem secas, a seguir, em locais aquecidos, onde são dependuradas.
A próxima etapa do processo de curtimento consiste no amaciamento das peles em equipamentos especiais, cujo braço de madeira se move elipticamente, para esfregar o couro. Durante o acabamento, manual, o couro é passado a ferro e tingido para, em seguida, ser polido em máquinas adequadas a que se imprime rápido movimento giratório.
Atualmente, as substâncias usadas no curtimento podem ser divididas em quatro grupos distintos, conforme o processo utilizado no curtume. No primeiro grupo, empregam-se cascas de várias árvores, ricas em tanino (na Europa, carvalho, abeto, salgueiro e castanheiro; no Brasil, barbatimão, com 25% a 48% de tanino, angico, com 45%, e mangue, com 30%). No segundo grupo de agentes curtidores incluem-se o alume, o sal de cozinha e sais de cromo obtidos de um composto de ferro e cromo; no terceiro, vários óleos como os de foca, bacalhau, baleia etc; e, no quarto, substâncias sintéticas como os fenóis e hidrocarburetos, entre os quais a naftalina, usados como agentes recurtidores e para branquear as peles.

Couros e peles. O chamado couro-da-rússia é muito macio, impermeável e suavemente perfumado, por ser curtido com casca de bétula. Prepara-se o marroquim com pele de ovelha. O couro dito de anta é fabricado, em regra, com couros de bezerro, e a camurça, semelhante à da cabra deste nome, em geral com pele de ovelha. A vaqueta, apreciada pelo brilho e maciez, é submetida a várias demãos de verniz.
As peles de determinados animais, bonitas e felpudas, foram sempre muito valorizadas pelas elites sociais, como vestuário de luxo. Algumas alcançaram preços elevados e se tornaram objeto de rendoso comércio internacional. As peles que chegaram a despertar o maior interesse desse consumo suntuário são as de vison, arminho, marta, chinchila, astracã, raposa prateada, vermelha, preta e azul, vicunha, lontra. Com o advento da consciência ecológica, a caça desses animais passou a ser combatida por organizações conservacionistas.
Também no Brasil, a preocupação ecológica levou a empreendimentos de preservação das espécies ameaçadas, independentemente da utilização econômica dos espécimes salvos ou obtidos em criações artificiais. Contribuíram para isso movimentos ecológicos de todo o mundo, que exerceram sobre os governos nacionais uma intensa pressão. Em 1973, 21 países, entre eles o Brasil, assinaram em Genebra a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas, conhecida pela sigla Cites

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