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PERÍODO TERCIÁRIO – EVOLUÇÃO – Biologia – Trabalhos Escolares

PERÍODO TERCIÁRIO

Desaparecidos os grandes répteis que habitaram o planeta durante a era mesozóica, os mamíferos se espalharam rapidamente no período terciário, caracterizado por uma intensa atividade geológica, que deu origem a algumas das principais cordilheiras atuais, como o Himalaia, os Alpes e os Andes.
O período terciário é o primeiro dos dois em que se divide a era cenozóica ou atual. Abrange pouco mais de 65 milhões de anos, a partir do fim do período cretáceo da era mesozóica, há mais de sessenta milhões de anos, até o princípio do pleistoceno, já no período quaternário. Durante o terciário, ocorreu um progressivo esfriamento climático (muito intenso nos mares), alternado com fases de aumento sensível da temperatura nos continentes. Caracterizou-se ainda pela intensidade dos fenômenos geológicos, sobretudo orogênicos, vulcânicos e ligados à elevação e rebaixamento das placas continentais.
Cinco grandes épocas formam o período terciário. No paleoceno, a partir de aproximadamente 66,4 milhões de anos, iniciaram-se as quedas de temperatura em escala planetária. O eoceno começou há 57,8 milhões de anos e, na Europa, se caracterizou pelo clima ameno, como demonstram muitos fósseis de palmeiras encontrados em extratos geológicos de diversas regiões européias. Durante o oligoceno, iniciado há 36,6 milhões de anos, intensificou-se a atividade orogênica. No mioceno, que começou há 23,7 milhões de anos, completou-se o dobramento de cadeias montanhosas como o Himalaia e os Andes. O plioceno, com suas diversas manifestações vulcânicas, teve início há 5,3 milhões de anos e durou até 1,6 milhão de anos atrás, quando teve início o período quaternário.
Do ponto de vista litogenético (que diz respeito à origem e à formação de rochas), ocorreram extensos depósitos de sedimentos argilosos, gessos e diversos sais em bacias marinhas no noroeste da Europa. Junto a eles, são comuns as formações calcárias, tanto nos mares, provenientes de depósitos de corais, como em muitas áreas continentais. No terciário ocorreram também grandes derrames de lavas de fissuras — como os que formaram o planalto do Deccan, na Índia, o planalto de Columbia, nos Estados Unidos, e a bacia do Paraná, no Brasil — e episódios vulcânicos como os do cinturão de fogo do Pacífico e do mar do Caribe. Evento geomorfológico importante foi o aprofundamento do Grand Canyon, nos Estados Unidos, a mais de cinco mil metros.
Os fenômenos orogênicos alcançaram enorme amplitude no terciário e deram origem ao dobramento conhecido como alpino, que começou no eoceno e chegou a seu auge nas épocas seguintes, oligoceno e mioceno. Os terrenos resultantes das amplas sedimentações dos períodos anteriores experimentaram forte compressão, seguida de levantamento, que se estendeu tanto na América, com a formação dos Andes, como na Europa, onde se originaram os Pireneus, os Alpes, os Cárpatos, os Balcãs, os Apeninos e as montanhas do Cáucaso, e na Ásia, com a progressiva formação do Himalaia.
Com relação às massas continentais, a Europa estava separada da Ásia pelo mar, mas unida a noroeste com a América do Norte, como atestam vários fósseis vegetais e animais comuns a ambas as regiões. A América do Sul constituía um bloco próprio, distanciado da América do Norte, com exceção de períodos curtos em que as duas massas de terra se uniram transitoriamente pelo istmo do Panamá, o que permitiu o intercâmbio de fauna entre o norte e o sul. O mesmo ocorreu entre América e Ásia, que estiveram ligadas, também temporariamente, por uma ponte intercontinental onde é hoje o estreito de Bering. Dessa forma, muitas espécies animais da Sibéria passaram para a América do Norte.
Flora. A característica fundamental da era cenozóica foi a expansão da flora de angiospermas, principalmente do tipo tropical, como mostram os vários fósseis descobertos de folhas e frutos que pertencem a famílias como a das palmeiras e das magnoliáceas. As coníferas experimentaram redução em suas áreas de distribuição, embora no hemisfério norte se tenham conservado extensas florestas dessas árvores. Também se desenvolveram as plantas herbáceas superiores, que ocuparam áreas amplas e deram origem às pradarias, freqüentadas por mamíferos ungulados. Na Europa, o aumento da temperatura durante o eoceno fez com que ali se disseminassem diversas espécies de famílias tropicais, como as palmeiras, enquanto no norte subsistiam as formações de coníferas.
Fauna. Durante as três primeiras épocas do período terciário (paleoceno, eoceno e oligoceno), a abundância de foraminíferos foi tamanha, especialmente do gênero dos numulitídeos, que o eoceno também é conhecido como “época numulítica”. Por serem fósseis característicos de uma determinada época geológica, esses animais são extremamente úteis para a realização de perfis estratigráficos (estudos para determinar as seqüências das rochas na crosta terrestre). No oligoceno, os numulitídeos desapareceram. Suas carapaças foram depositadas no fundo dos oceanos e formaram espessas camadas de sedimentos calcários. A fauna marinha também era composta de crustáceos e moluscos, principalmente gastrópodes (concha univalve em espiral) e bivalves (concha formada por duas partes que se fecham uma sobre a outra como tampas).
No que se refere aos invertebrados terrestres, experimentaram notável expansão os insetos, dos quais foram encontrados muitos restos preservados em âmbar, material procedente da resina das coníferas posteriormente endurecida e fossilizada. Entre os vertebrados, diversificaram-se e expandiram-se os peixes teleósteos, de esqueleto perfeitamente ossificado, assim como as aves e os mamíferos. Os anfíbios, e mais especificamente os répteis, mostraram notável regressão após a grande difusão e evolução do período anterior. As aves perderam pouco a pouco suas características de répteis, como os dentes, e desenvolveram bicos.
Em princípio pequenos, os mamíferos, livres da pressão dos grandes répteis, aumentaram de tamanho. Surgiram, assim, corpulentos proboscídeos (animais dotados de tromba) como os mastodontes (com quatro presas). Os artiodáctilos primitivos foram substituídos pelos ruminantes de chifres ocos (antílope, boi) ou maciços (girafa, cervo), hipopótamos e suídeos (porco). Os cavalos primitivos evoluíram na América do Norte, e, no Egito, surgiu a primeira forma conhecida de macaco. Os mais antigos hominídeos conhecidos até o fim do século XX e que viveram há cerca de seis milhões de anos foram encontrados no noroeste da África.
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