Manguezal, Trabalho Escolar, Trabalhos Escolares

Manguezal – Características – O solo – Vegetação – A fauna – Aves – Mamíferos – Répteis – Peixes – Invertebrados – Importância – Utilização sustentável dos manguezais – Manguezais no Brasil – Localização – Exemplos de utilização sustentável – Mangais em Moçambique – Trabalho Escolar

Manguezal.

Distribuição dos manguezais no planeta.
Manguezal, também chamado de mangue ou mangal, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicais.

Associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais.

Ao contrário do que acontece nas praias arenosas e nas dunas, a cobertura vegetal do manguezal instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra.

Devem-se distinguir os termos “manguezal” (ecossistema) de “mangue”, termo comum dado às espécies arbóreas características desses habitats.

Características

Biomas
Biomas terrestres
01. Florestas tropicais e subtropicais húmidas
02. Florestas tropicais e subtropicais secas
03. Florestas tropicais e subtropicais de coníferas
04. Floresta decídua temperada
05. Floresta temperada de coníferas
06. Taiga/Floresta boreal
07. Pastagens, savanas e matagais tropicais e subtropicais
08. Pastagens, savanas e matagais temperados
09. Savanas e campos inundados
10. Pastagens e matagais de montanha
11. Tundra
12. Floresta mediterrânea de bosques e arbustos
13. Desertos e matagais xéricos
14. Mangais
Plataforma continental /

Costa marítima
Polar
Mar e costas temperadas
Afloramento temperado
Afloramento tropical
Coral tropical
Profundezas do oceano
Fontes frias
Fontes hidrotermais
Zona bentónica
Zona pelágica
Zona abissal
Outros biomas
Zona endolítica
Biomas áquaticos de água doce
O solo

Solo do manguezal.
O solo do manguezal caracteriza-se por ser úmido, salgado, lodoso, pobre em oxigênio e muito rico em nutrientes. Por possuir grande quantidade de matéria orgânica em decomposição, por vezes apresenta odor característico, mais acentuado se houver poluição. Essa matéria orgânica serve de alimento à base de uma extensa cadeia alimentar, como por exemplo, crustáceos e algumas espécies de peixes. O solo do manguezal serve como habitat para diversas espécies, como caranguejos.

Vegetação

Bruguiera Gymnorrhiza, planta típica do mangue.

Ave típica do Manguezal.
Em virtude do solo salino e da deficiência de oxigênio, nos manguezais predominam os vegetais halófilos, em formações de vegetação litorânea ou em formações lodosas. As suas longas raízes permitem a sustentação das árvores no solo lodoso.

Os manguezais são encontrados ao longo de todo o litoral brasileiro, onde as principais espécies de árvores típicas deste bioma são:

Rhizophora mangle (mangue-vermelho) – próprio de solos lodosos, com raízes aéreas;
Laguncularia racemosa (mangue-branco) – encontrado em terrenos mais altos, de solo mais firme, associado a formações arenosas;
Avicennia schaueriana (mangue-preto, canoé)
Avicennia germinans
Avicennia nitida
Conocarpus erectus (mangue-de-botão)
A espécie Laguncularia racemosa merece destaque por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando de Noronha, num único manguezal localizado na Baía do Sueste.

No Indo-Pacífico, as árvores típicas do mangal são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.

A fauna

A biodiversidade dos manguezais se traduz em significativa fonte de alimentos para as populações humanas. Nesses ecossistemas se alimentam e reproduzem mamíferos, aves, peixes, moluscos e crustáceos, entendidos os recursos pesqueiros como indispensáveis à subsistência tradicional das populações das zonas costeiras. Entre essas espécies, destacam-se:

Aves

Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus)
Carcará (Caracara plancus)
Colhereiro (Platalea ajaja)
Garça
Guará-vermelho
Martim-pescador
Socó-dorminhoco
Gavião carijó
Gavião-carrapateiro
Guará
Mamíferos

Lontra
Mão-pelada
Peixe-boi-marinho
Sagui
Répteis

Cobra
Crocodilo
Jacaré-de-papo-amarelo
Lagarto
Tartaruga
Peixes

Garoupa
Manjuba
Robalo
Sardinha
Tubarão-cabeça-chata
Invertebrados

Aranha
Berbigão
Camarão
Caranguejo aratu (Caranguejo marinheiro)
Caranguejo guaiamum
Caranguejo-uçá
Chama-maré
Craca
Lagosta
Mariposa
Mexilhão
Minhoca
Mosca
Mosquito
Importância

Espécie de mangue (Queensland, Austrália).
Os manguezais desempenham um importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes “berçários” naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.

Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.

Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.

As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.

A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinicultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja nas “andadas”, quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível.

Utilização sustentável dos manguezais

Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem lhe causar prejuízos ou danos, entre elas:

Pesca esportiva, artesanal e de subsistência, desde que se evite a sobrepesca, a pesca de pós-larvas, juvenis e de fêmeas ovadas;
Utilização da madeira das árvores, desde que se assegure a reflorestação;
Cultivo de ostras e outros organismos aquáticos;
Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias);
Criação de abelhas para a produção de mel;
Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e de pesquisa científica.
Manguezais no Brasil

A “Rhizophora racemosa” é uma das espécies características do manguezal. Aqui, próximo a Vigia (Pará, norte do Brasil), na maré baixa.
Localização

Localizam-se no encontro de rios e mares.

Estima-se que, em todo o planeta, existam cerca de 172 000 km² de manguezais. Desse total, cerca de 15%, ou seja, cerca de 26.000 km², distribuem-se pelo litoral do Brasil, desde o estado do Amapá até Laguna, em Santa Catarina.

Em Pernambuco existem cerca de 270 quilômetros quadrados de manguezais; na Paraíba, cerca de 160 quilômetros quadrados; o Maranhão detém 85% dos manguezais da região norte-nordeste, o que equivale a 500 mil hectares. A ilha de Fernando de Noronha é a possuidora da menor extensão de manguezal no país.

Exemplos de utilização sustentável

O Manguezal do Itacorubi, na ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, considerado um dos maiores mangues urbanos do mundo, possui passarelas e placas informativas para os seus visitantes. Atualmente essa não é a realidade do local, onde as passarelas encontram-se quebradas, com partes em madeira caídas dentro do próprio mangue e as placas informativas encontram-se pichadas e bastante deterioradas pela ação do tempo.
Na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé, a caminho do Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, é feita a coleta de berbigões pela população local.
Mangais em Moçambique

Os mangais ocorrem ao longo de toda a costa de Moçambique, com exceção das zonas de dunas costeiras, mas são mais abundantes na região norte, tropical, cobrindo uma área estimada em cerca de 400 mil hectares.1

As árvores de mangal aqui existentes (e em todo o Indo-Pacífico) são a Rhyzofora mucronata (mangal vermelho), a Avicenia marina (mangal branco), a Brughiera gymnorhyza e o Ceriops tagal.

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