Crase, Dicas de Português, Gramática, Língua Portuguesa, Matéria Português, Português, Uso da Crase - quando há (ou não) crase

Quando há mais de uma resposta correta no uso da crase – Crase – Uso da crase – Dicas de Português, Língua Portuguesa, Matéria Português, Português

Veja quando há mais de uma resposta correta no uso da crase

1. Vou à ou a minha casa?

Tanto faz. É um caso facultativo. Pode haver crase ou não. A diferença é a presença do pronome possessivo minha antes da casa. Antes de pronomes possessivos é facultativo o uso do artigo; sendo assim, facultativo também será o uso do acento da crase: “Vou a ou à minha casa.”; “Fez referência a ou à tua empresa.”; “Estamos a ou à sua disposição.”

O uso do acento da crase só é facultativo antes de pronomes possessivos femininos no singular (=minha, tua, sua, nossa, vossa).

Se for masculino, não há crase: “Ele veio a ou ao meu apartamento”; “Estamos a ou ao seu dispor.”

Se estiver no plural,

a)  haverá crase (preposição a + artigo plural as): “Fez referência às minhas ideias.”; “Fez alusão às suas poesias.”

b) não haverá crase (preposição a, sem artigo definido): “Fez referências a minhas ideias.”; “Fez alusão a suas ideias.”

2.    Ele se referiu à ou a Cláudia?

Tanto faz. É outro caso facultativo.

Antes de nomes de pessoas, o uso do artigo definido é facultativo. Portanto, em se tratando de nome de mulher, pode ou não ocorrer a crase.

Quando se trata de pessoas que façam parte do nosso círculo de amizades, com as quais temos uma certa intimidade, usamos artigo definido. Isso significa que devemos usar o acento da crase: “Refiro-me à Cláudia.” (=pessoa amiga)

Quando se trata de pessoas com as quais não temos nenhuma intimidade, não há o acento da crase porque não usamos artigo definido antes de nomes de pessoas desconhecidas ou não amigas: “Refiro-me a Cláudia.” (=pessoa desconhecida ou não amiga)

Antes de nomes próprios de pessoas célebres não se usa artigo definido. Isso significa que não haverá acento da crase: “Ele fez referência a Joana d’Arc.”; “Fizeram alusão a Cleópatra.”

VOCÊ SABE…

…qual é a origem das palavras anfiteatro e apogeu? E de onde vem a expressão “entrar com o pé direito”?

1. Anfiteatro é uma palavra de origem grega. Juntamos o teatro, que já conhecemos, com “anfi”, que quer dizer “dois”.

É interessante lembrarmos os anfíbios, que são aqueles animais de “duas vidas” (anfi+bio), porque vivem na terra e na água.

O teatro tradicional é aquele em que temos o palco para apresentações e à sua frente fica a plateia. Ao juntarmos dois teatros, temos um anfiteatro. Portanto, um anfiteatro é um teatro onde o público fica dos dois lados. O anfiteatro pode ser oval ou circular, com palco ou estrado e arquibancadas, para representações teatrais, aulas, palestras ou demonstrações. O Coliseu de Roma é um dos melhores exemplos de anfiteatro, daí o seu nome “colosso de Roma”.

Hoje em dia, as praças de touros e os estádios de futebol poderiam ser chamados de anfiteatros.

2. Apogeu, no sentido figurado, quer dizer o mais alto grau. Uma pessoa pode atingir o apogeu da sua carreira; um império, o apogeu do seu domínio. O sentido figurado está bem próximo do original.

Apogeu vem do grego e significa o ponto mais distante de um astro em relação à Terra. É a junção de “apo” (=afastamento, distante) com “geo” (=Terra). Daí a geografia, que descreve a Terra; e a geologia, que estuda a terra, o solo. Apogeu significa, portanto, “distante da Terra”. É o ponto da órbita de um astro em que ele atinge o afastamento máximo em relação ao nosso planeta.

3. Metaforicamente, um astro do futebol e uma estrela do cinema atingem o apogeu quando chegam ao ponto mais alto de suas carreiras.

Mesmo quem se considera livre de qualquer superstição às vezes se sente tentado a dar uma “ajudinha” ao destino. Afinal, o que custa, por exemplo, entrar com o pé direito numa sala onde uma decisão importante está para ser tomada?

Se você sofre esse tipo de sensação, está em boa companhia. O costume de entrar com o pé direito num lugar para evitar o mau agouro vem dos imperadores romanos, que exigiam que seus convidados usassem esse pé para entrar em seus salões.

A superstição “pegou” de tal forma que Santos Dumont, que era um gênio e portanto com direito a mais excentricidades do que qualquer mortal, chegou a construir em sua casa em Petrópolis uma escada onde só é possível subir ou descer com o pé direito, isto é, começando com o pé direito.

Dúvida dos leitores

“Qual é a forma correta: Não se deve ou devem cruzar os braços à espera de soluções?”

Existem autores que defendem as duas formas. Afirmam que o verbo no singular caracteriza uma indeterminação do sujeito.

Num concurso público ou numa prova de exame vestibular, entretanto, devemos seguir a gramática tradicional, que considera a partícula “se” apassivadora. Nesse caso, a frase está na voz passiva sintética e “os braços” é o sujeito. Assim sendo, o verbo deve concordar no plural: “Não se devem cruzar os braços…”, ou seja, “os braços não devem ser cruzados…”

O DESAFIO:

Qual é o significado de hidrofilia?

a)    raiva, tipo de doença contagiosa;

b)    absorvente, amigo da água;

c)    tratamento pela água do mar.

Resposta: letra (b). Hidro (água)+filia (amigo) = o algodão é hidrófilo porque absorve a água, é “amigo da água”.

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