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Diferenças entre palavras parecidas – Conserto x concerto – TAXAR x TACHAR – SESSÃO x SEÇÃO x CESSÃO – Grafia – Verbos – Matéria Português – Dicas de Português – Língua Portuguesa

Conserto x concerto: entenda as diferenças entre palavras parecidas

Esta coluna continua preocupada com o correto emprego das palavras. O assunto de hoje são as palavras homônimas homófonas (=iguais na pronúncia, diferentes na grafia e no significado) e as parônimas (=parecidas na forma e diferentes no significado).

Aqui estão os 15 casos mais citados pelos nossos leitores. Todos querem saber qual é diferença entre…

1)    CONSERTO = correção, reparo – “Consertam-se sapatos”;

CONCERTO = sinfonia, harmonia – “O concerto será no Municipal”;

2)    TAXAR = tributar, pôr uma taxa – “Estes serviços serão taxados”;

TACHAR = rotular, considerar – “Foi tachado de corrupto”;

3)    SESSÃO = reunião – “Começou a sessão do júri”;

SEÇÃO = parte, divisão, departamento – “Está na seção de vendas”;

CESSÃO = ato de ceder – “Fez a cessão dos seus bens”;

4)    CASSAR = anular – “Querem cassar o mandato do prefeito”;

CAÇAR = apanhar, pegar – “Querem caçar o animal”;

5)    COZER = cozinhar – “Gosta de ovos cozidos”;

COSER = costurar – “Precisa coser a camisa rasgada”;

6)    SERRAR = cortar – “Os galhos foram serrados”;

CERRAR = fechar – “Ficou com os olhos cerrados”;

7)    INCIPIENTE = iniciante, o que está no início – “Era um projeto incipiente”;

INSIPIENTE = não sapiente, ignorante, sem sabedoria – “Era um argumento insipiente”;

8)    RATIFICAR = confirmar – “O presidente vai ratificar a nossa decisão”;

RETIFICAR = corrigir – “É necessário retificar o seu erro”;

9)    DESAPERCEBIDO = não apercebido, desprovido, desinformado – “Ficou desapercebido” ;

DESPERCEBIDO = não percebido, não observado – “O juiz passou despercebido”;

Alguns dicionários já consideram DESAPERCEBIDO sinônimo de DESPERCEBIDO (= não despercebido).

10) MANDATO = representação, poder de mando – “Cassaram o seu mandato”;

MANDADO = ordem judicial – “Impetrou um mandado de segurança”;

11) TRÁFEGO = de trânsito, movimento – “O tráfego está muito intenso nesta rua”;

TRÁFICO = comércio – “O tráfico de drogas está cada vez maior”;

12) DESCRIÇÃO = ato de descrever – “Foi fazer a descrição do cenário”;

DISCRIÇÃO = qualidade de quem é discreto – “Agiu com muita discrição”;

13) DESTRATAR = tratar mal – “Foi destratada em público pelo marido”;

DISTRATAR = romper um trato – “Não querem mais cumprir o contrato. Vão assinar um distrato”;

14) INFRINGIR = transgredir, violar, desrespeitar – “Está infringindo a lei”;

INFLIGIR = aplicar, impor – “Está infligindo um castigo”;

15) PRESCREVER = receitar ou perder a validade – “O médico prescreveu este remédio”, “O prazo já prescreveu”;

PROSCREVER = banir, expulsar – “Ele foi proscrito da cidade”.

GOSTAVA  ou  GOSTARIA?

Pergunta do leitor : “Eu gostava muito de conhecer o Brasil” e “Eu gostava muito de ir mas não posso”. A conjugação do verbo está correta?”

O nosso problema é o de sempre: querer reduzir tudo a uma simples questão de certo ou errado.

O uso do verbo no pretérito imperfeito do indicativo (=gostava) em vez do futuro do pretérito do indicativo (=gostaria) é muito comum em Portugal. É uma característica do português falado em Portugal. Não podemos considerar erro. Esse fato linguístico é abonado por muitos autores da nossa literatura.

É, portanto, uma questão de adequação.

No Brasil, o mais frequente é usarmos o verbo no futuro do pretérito do indicativo: “Eu gostaria muito de conhecer o Brasil”, “Eu gostaria muito de ir mas não posso”.

Usamos o pretérito imperfeito do indicativo para indicar fatos habituais no passado: “Na minha infância, eu gostava de visitar meus avós”.

OUTRA DÚVIDA

Deu num bom jornal: “Se o governo deixar correr solto (…) assistir impávido a cada um dos partidos que o apoiam escolher um candidato…”

O leitor tem razão: estamos confundindo impávido com impassível.

IMPÁVIDO significa “que não tem pavor, destemido” e IMPASSÍVEL é “ausência de paixão, de sentimento, indiferente à dor, que não padece”.

Portanto, o autor queria dizer “assistir impassível”, ou seja, “sem paixão, sem ação, sem sofrimento, indiferente”.

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