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PROSA NATURALISTA – As características da linguagem naturalista. – Artes – Trabalho Escolar

Prosa Naturalista

Os cortiços foram o espaço preferido dos escritores.

O Naturalismo surgiu na França, na segunda metade do século XIX, retrata o homem como o produto de forças “naturais”, instintivas que comporta conforme o meio, o momento e situações específicas.

O elemento fisiológico, natural e instintivo predomina, assim como o erotismo, a violência e a agressividade são apresentadas como características naturais do homem.
A literatura naturalista tem caráter reformista, uma vez que seus escritores passaram a analisar o comportamento humano e social, de maneira que eram capazes de apontar saídas e soluções.

A obra que marca o início do Naturalismo brasileiro é O Mulato (1881), de Aluísio Azevedo.

No Brasil, a prosa naturalista foi influenciada por Eça de Queirós, com as obras O crime do padre Amaro e O primo Basílio (ambos da década de 1870).Todos os assuntos ligados ao homem, desde os mais bestiais até os mais repulsivos, foram introduzidos pelo Naturalismo, dessa forma as camadas desfavorecidas d sociedade ganharam voz.

São características da linguagem naturalista:

– determinismo: o homem é visto como produto do meio, privado de livre-arbítrio, à mercê de forças incontroláveis.

– preferência por temas de patologia social: tratavam da influência dos vícios, das taras, das doenças na formação do caráter do indivíduo.

– objetivismo científico e impessoalidade: o Naturalismo se apegou somente à precisão das teorias coentíficas, e atentou-se somente aos fatos.

– literatura engajada: o Naturalismo apresenta intenção realista de reformar a sociedade.

Aluísio Azevedo – senso coletivo

Aluísio Azevedo se consagrou como escritor naturalista com a publicação de O mulato (1881). Foi o primeiro escritor que se profissionalizou, viveu do que produzia. O que é novo em Aluísio é a percepção do coletivo: multidão, massa, o povo nas ruas, nas praças, nos becos, nos cortiços.

O autor reflete o processo de transformação e econômica pelo qual passava o Brasil, momento no qual os centros urbanos cresciam, abrigando todo tipo de gente, que iam às cidades à procura de trabalho.

O apogeu foi alcançado pelo Naturalismo com o romance O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, que destaca o jogo dos fatores sociais.

Em 1890, também foi lançado A fome, de Rodolfo Teófilo, O missionário, de Inglês de Sousa, seguido de A normalista (1892) e O Bom crioulo (1895), ambos de Adolfo Caminha.

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