Educação Física, Esportes, Surfe, Trabalho Escolar, Trabalhos Escolares

Surfe – Drop Knee – Histórico do surfe – O surfe no Brasil – Benefícios da prática – (Educação Física – Esportes)

A origem do surfe é bastante incerta, porém indícios remetem o seu início a algumas ilhas do Pacífico, especificamente as da Polinésia central. A prática teria sido derivada da necessidade de sobrevivência: como uma das técnicas de sobrevivência era a pesca, os nativos utilizavam-se de um barco bastante tradicional. Para voltar à terra firme, eles deslizariam sobre as ondas para retornar com maior rapidez.

Essa prática teria se perpetuado até o Havaí, permanecendo restrita entre a realeza local. No contexto havaiano o surfe era praticado como ritual de oferenda, apresentando relações diretas com agradecimento pelos coqueiros e seus frutos. O modo pelo qual o surfe era praticado se dava de acordo com a estrutura hierárquica da sociedade: a posição em pé era permitida apenas aos reis e seus filhos, que surfavam em pranchas de aproximadamente dois metros de comprimento. Outras pessoas vinculadas à realeza podiam praticar o surfe, desde que em pranchas menores e que nunca ficassem em pé na prancha. Ao restante dos nativos era proibida a prática.

Assim, o surfe ficou restrito às ilhas havaianas até o início do século XX. Sua divulgação se deu a partir do ex-nadador olímpico havaiano Kahanamoku, que sempre levava sua prancha para os lugares em que tinha competição.

O ingresso do surfe no Brasil se deu por meio dos trabalhadores de companhias aéreas que, ao entrar em contato com o surfe fora do país, trouxeram o esporte para nosso país. Iniciando pela praia paulista de Santos e logo caindo nas graças dos cariocas, o surfe rapidamente se espalhou pelo litoral brasileiro. As primeiras pranchas utilizadas eram de madeira, até que em meados da década de 1960, passaram a ser utilizadas as pranchas de fibra de vidro.

A primeira organização voltada ao surfe no Brasil foi a Associação de Surfe do Rio de Janeiro, fundada em 1965. No entanto, o órgão máximo dos esportes no Brasil, a Confederação Brasileira de Desportos, apenas reconheceu o surfe como esporte no ano de 1988, após a realização do primeiro campeonato brasileiro de surfe.

Como a grande maioria dos esportes, o surfe também tardou a incorporar as mulheres na sua disputa. Enquanto o primeiro campeonato brasileiro masculino aconteceu em 1987, o primeiro campeonato brasileiro feminino de surfe ocorreu apenas em 1997, dez anos mais tarde. No cenário masculino, destaca-se principalmente o surfista Peterson Rosa, Paranaense, vencedor três vezes do campeonato nacional. Já no feminino, duas mulheres conseguiram igualmente o tetracampeonato brasileiro: Tita Tavares, do Ceará, e Andrea Lopes, do Rio de Janeiro.

Os benefícios do surfe são os mesmos de qualquer atividade aeróbica, mas com um diferencial delicioso: o contato com a natureza. Além de ser um excelente exercício cardiorrespiratório, o surfe trabalha todos os grupos musculares, além de propiciar o desenvolvimento da coordenação motora e do equilíbrio do praticante.

Surfe – Bom exercício cardiorrespiratório

Drop Knee

O “drop-knee” (pronuncia-se algo como dróp-ní), que pode ser traduzido para o português como “cair de joelho” (um só joelho), de forma que o sujeito fica com um pé plantado e a outra perna com um joelho no chão, é uma forma de posicionamento do corpo que possui muitos usos. É utilizado no jiu-jitsu na luta de solo, para abaixar o centro de gravidade e fortalecer a base do lutador sem perder mobilidade. Também é utilizado por policiais para melhorar a pontaria e oferecer um alvo mais baixo e menor na hora da verdade . Na fotografia é usado para favorecer a estabilidade do fotógrafo e garantir a nitidez da foto.

Porém o uso que iremos tratar aqui é o uso “surfístico”, por assim dizer, do drop-knee. O uso mais antigo desta postura no surf que sem tem referências até hoje é nos pranchões. Quem é da galera do longboard deve conhecer o cutback ou cavada de drop-knee, onde se deita a canela da perna de trás na rabeta, mantendo o pé no mesmo lugar, na hora que for realizar a manobra. Deu pra visualizar? É um lance de estilo, coisa de tradição, porque o drop-knee surgiu na verdade de uma necessidade prática.

Antigamente, as pranchas não tinham quilha! As quilhas são uma invenção moderna, do século passado, antes se utilizava a própria forma boleada do fundo das pranchas e o próprio pé para segurar a rabeta na onda, sustentando as derrapadas. Tinha hora que o pé não dava conta da situação, então mete a perna mesmo, até onde dava, que era… o joelho. Taí, inventaram o drop-knee no surf. O longboard moderno, com suas quilhas hi-tech, não tem mais necessidade de meter o pé na água pra segurar as rabetadas furiosas dos pranchões, mas o estilo permanece para lembrar as raízes, que são a essência deste tipo de surf.

Aliás, dos que me lêem, deve haver poucos surfistas de pranchinha que nunca botaram um pé e um joelho antes de conseguir ficar em pé totalmente. Normalíssimo, natural da evolução de um surfista.

Ainda assim não esgotamos o tema. O uso contemporâneo que realmente mais me impressiona do drop-knee é o do bodyboarding . O nosso conhecido “esponja” é mal-mal tolerado por nossos amigos da pranchinha, funboard e pranchão, muito cheios de si, mas venho aqui advogar em favor do desprezado “bob esponja” não apenas porque também curto e pratico este tipo de surf, como acredito que existe um valor nesta modalidade que é negado por causa do preconceito que existe no Brasil contra os “borrachinhas”.

Disse acima que fico impressionado com o drop-knee no bodyboard, agora vou explicar . As pranchas deste tipo não possuem quilhas, então toda a tração que uma prancha utiliza para não desgarrar está nas bordas da própria prancha e nas pernas e nadadeiras do surfista. Quando o cara tá deitado, não se pode negar, é moleza, dá pra pegar as monstras que você, surfista médio de fim-de-semana, jamais pegaria, basta ter preparo pra agüentar a pancada do mar e não ter medo de ser engolido. Até que é um treino para quem quer se aventurar em ondas grandes com prancha. Veja o caso de Kainoa McGee, que é um mega-bodyboarder da geração inicial de profissionais, começou a surfar de prancha há uns dois anos e recentemente ganhou de ninguém menos que Shane Beschen num campeonato em Pipeline . Mas a questão é que a evolução não se processa apenas num único sentido, o da esponja para o surf, como se o único surf que valesse e fosse admirável fosse o de pranchinha, como se o cara só surfa de longboard porque não se garante ainda de pranchinha, assim como o funboard e o bodyboard. Não é bem assim, tá certo que é irado, tem muito valor e é muito plástico e bonito de se ver, mas vamos com calma, todos evoluem em caminhos próprios e com o bodyboard também é assim .

O que me admira no drop-knee da esponja é que neste modo retoma-se a tradição de segurar a prancha com o pé na água, o modo mais irado de se surfar de bodyboard, o mais desafiador, sem quilhas, sem o arrasto das pernas (quando deitado), só as bordas da prancha e a ponta da nadadeira para te segurar , veja na imagem número 3, a beleza do momento, o tubo perfeito, tem cara que nem sonha fazer uma coisa dessas de pranchinha e fica metendo o pau por preconceito e mau hábito. Na verdade tem cara que está detonando de drop-knee de um jeito que você nem acreditaria vai tirar um aéreo ou dropar um ondão mesmo deitado pra você ver qual é.

A moral da história é que todo o surf é válido, quando praticado em paz e harmonia com a natureza, em comunhão com a água e não lutando contra ela por vaidade ou orgulho. Temos cada vez mais surfistas de moda e menos surfistas de alma, portanto vamos dar o devido crédito aos bons bodyboarders , assim como aos bons longboarders e aos body-surfers aos canoeiros e a todos que botam alguma coisa pra andar com a energia das ondas, pois essa é a essência da coisa.

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