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Exemplos de Textos do Cotidiano – Cartão-postal – Convite – Texto instrucional (injuntivo) – Bilhete – Carta – E-mail – Matéria Português

Cartão-postal

O cartão-postal é formado por um curto texto se comparado ao texto da carta. Os assuntos nele tratados são importantes apenas para os correspondentes, pois são trivialidades, por exemplo, uma explicação acerca da imagem que ilustra o cartão-postal, informações sobre o remetente ou uma correspondência.

É composto pelos seguintes elementos: local, data, vocativo, mensagem (em linguagem formal ou não) e assinatura do emissor. Geralmente o vocativo e a assinatura utilizados no cartão-postal são mais íntimos do que os utilizados na carta e esse fato explica a proximidade entre os correspondentes.

Rio de Janeiro, 20/05/2005.

Renatinha,

A Cidade Maravilhosa é linda. Estou encantada! Andei de bondinho e achei incrível. Estou adorando minha nova cidade e espero você aqui para uma visita. Viu?

Beijos!

Sua amiga
Vivi.

Convite

O convite é o gênero textual que busca chamar alguém para algum evento, por exemplo: festa de confraternização da empresa, aniversários, casamentos, chá de bebê etc. Nele precisa conter qual é o evento, a data, hora e o local em que será realizado.

CONTO COM VOCÊ!

Farei 7 aninhos e desejo que você venha à minha festinha de aniversário.

LOCAL: Rua das Palmeiras, nº 9 – Santo Amaro.
DATA: 27/05/2005.
HORA: 16:00

Não esqueça!

Henrique

Texto instrucional (injuntivo)

Esse tipo textual é muito comum no cotidiano e tem a função de informar instruindo o leitor na execução de determinada tarefa. São textos injuntivos: manuais em geral, bulas de remédio, receitas etc. Assim, todo o texto que dá instruções ao leitor é instrucional. Por essa função, esse texto não traz argumentos, narração ou debates, pois apenas orienta.

Receita de bolo simples

Ingredientes

2 xícaras de açúcar
3 xícaras de farinha de trigo
4 colheres de margarina bem cheias
3 ovos
1 1/2 xícara de leite aproximadamente
1 colher (sopa) de fermento em pó bem cheia

Modo de preparo

Bata as claras em neve e reserve.
Bata bem as gemas com a margarina e o açúcar, acrescente o leite e farinha aos poucos sem parar de bater; por último agregue as claras em neve e o fermento.
Coloque a massa em uma forma grande de furo central untada e enfarinhada.
Asse em forno médio, pré-aquecido, por aproximadamente 40 minutos.
Quando espetar um palito e sair limpo estará assado.

Bilhete

O gênero textual bilhete é utilizado para transmitir uma mensagem curta ou um recado e precisa conter os seguintes elementos: destinatário (a pessoa que receberá o bilhete), mensagem, nome legível do emissor e data.

Exemplo:

Mãe,

Precisei ir ao shopping pagar uma prestação. Retorno às 17 horas.

Rafaela.
25/05/2005.

Carta

A carta integra um serviço postal prestado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a fim de facilitar o aceso a esses serviços por todas as camadas da população. A carta social é destinada apenas às pessoas físicas, seja remetente ou destinatário e se fora do envelope for colocado a inscrição “carta social” o remetente paga apenas R$ 0,01, entretanto, essa correspondência não pode ultrapassar 10 gramas. Para mais informações acesse a página do Correios.

A carta pessoal é enviada a alguém que você conhece e necessita conter local e data, vocativo, mensagem e emissor.

Exemplo:

        Washington, 25 setembro 1954, sábado.

         Fernando,

         Estou com a impressão meio inventada de que você ficou zangado quando eu disse pelo telefone que não queria que você fosse ao aeroporto. Você ficou de telefonar à 1:30, e não telefonou. Fiquei amolada com a minha falta de cortesia, respondendo à sua gentileza com uma sinceridade ou franqueza que ninguém usa. Você gentilmente mostrou intenção declarada ou vaga de ir ao aeroporto, e eu, que tanto faço questão de não usar a alma na vida diária, pois é até de mau gosto, disse que não. Eu já lhe expliquei o motivo da minha rudeza -o que não a justifica- e explicarei de novo.
         Para mim, sair do Brasil é uma coisa séria e, por mais ‘fina’ que eu queira ser, na hora de ir embora choro mesmo. E não gosto que me vejam assim, embora se trate de lágrima bem-comportada, de lágrima de artista de segundo plano, sem permissão do diretor para arrumar os cabelos… Não é por vaidade de rosto que não gosto que me vejam de olhos vermelhos, é por uma vaidade que, por ser menos frívola, é muito mais pecado: é por orgulho ou altivez ou seja lá o que for -enfim, vaidade mais grave.
         Depois, também, eu me encabulo de estar sempre chegando e indo embora, o que obriga os amigos a um movimento em torno de mim, um movimento que às vezes nem cabe direito na vida deles. Então procuro dispensar a gentileza dos amigos, e facilitar a vida diária de cada um que já é bastante cheia e complicada sem uma ida ao aeroporto.
         Maury diz que eu costumo ter reações pessoais a coisas chamadas ‘de praxe’. Parece que é mesmo verdade. Parece que eu seria capaz de pedir sinceramente a alguém que não apanhasse minha luva caída no chão para não amolar esse alguém, sem entender que incômodo é não apanhá-la, que incômodo é não fazer o que é ‘de praxe’. (O exemplo da luva é só para exagerar, até que deixo apanharem minhas luvas, senão perderia todas…)
         Quanta explicação! E provavelmente você nem ficou zangado com minha descortesia, provavelmente você não telefonou depois porque estava ocupado. É o que espero que tenha acontecido. Esperando também que você não ria das tolas e inúteis complicações de sua amiga.

Clarice

LISPECTOR, Clarice, SABINO, Fernando. Cartas perto do coração. Dois jovens escritores unidos ante o mistério da criação. 6a ed. São Paulo, Rio de Janeiro: Record, 2007, p.118.

E-mail

Na contemporaneidade, a maioria das pessoas opta por enviar e-mail e essa palavra serve tanto para denominar uma mensagem enviada via internet ou um endereço eletrônico de alguém.

Exemplo:

—–Mensagem original—

De: Keli Young [mailto:keyoung@jeunex.com.fr]
Enviada em: quinta-feira, 4 de novembro de 2004 22:10
Para: Carolmat@zoom.com.br
Assunto: c já Sab nehh!!

Oiiiiiiiiiiii caroooooooollllll!!!!!

c eh amiga pra todas as horas… c eh o serzinhu maaaais tudu desse mundoo…

Ti amuuuu MTU!!!!!!!!… nunca vo t esueceeee di vdd!!!… c marcoo mtooo minha vida… e meuu*nada acontece por acaso*… c já sab nehh!!!

daki t conto dpois… paris eh um barato… o ape eh mto legau… as guria são 10… conheci um fofo de Sampa no aviao… ahUAHuahu… nem t conto… mtu mtu mtu td…

ahUAHuahu jah fui nu cena……. eh xou!!!!…… td mtu!!!!!!! Num a torre ainda…………..

eu tava mexendo no meu pc aki hj e… Carol do céu!!!!… axei essa fotenha que c mandou ano passado… eh a foto mais feia d todos os tempo..ahUAHuahu..mas tah valendo… nossa…lembra q nesse dia tava uma BANDINHA lah na frent do shopping??.. ahauuHUA.. lembra q a genti tava tentando descer a escada rolante q sob?? ahUAHuahu… só naum lembro qm foi primeiro e levo um chingaum… aIAHuahu… foi td nesse dia..q saudad!!!!… Carol.. c eh taum fofa q eu nunk consigu falar seriaum com c…mas agora eu quero te falar seriaum q eu ti amo mtu mtu mtu… e q c eh MTU importanti pra mim!!!!!!..d verdad!!!!!..manda um abraçaum bem fort pra todas aih!!!.. bjaum!!!!!

Mew te curtu muito… c eh xou!!!

E c ja ta cansada d sabe q eu to aki praa tuudo..pra todas as horasss…

Keli

MORAES, Marco Antônio de (Org.). Antologia da carta no Brasil: me escreva tão logo que possa. São Paulo: Moderna, 2005. p.153.

Repare que no e-mail de Keli muitas palavras foram escritas de maneira diferente da norma-culta da língua portuguesa, entretanto, essa forma de escrever tem se tornado comum entre jovens e adolescentes durantes suas comunicações informais na internet, a essa forma de escrever dá-se o nome de internetês. Vale ressaltar que o uso dessa linguagem somente é permitido em situações informais de uso da língua.

Observe que no próximo exemplo a linguagem utilizada no e-mail já segue um estilo diferente da utilizada por Keli. Desta vez, o poeta Rodrigo Ponts envia um e-mail para seu irmão Ricardo, no ano de 2003, um ano antes de Rodrigo falecer.

Sampa, 6 de abril de 2003.

Rique, meu irmãozinho.

comecemos já-já e aqui-aqui, então,
aquela nossa prometida correspondência,
a q. combinamos antes da minha retomada
da nova-vida-antiga, lembrado?

estava querendo te escrever faz tempo, já,
mas a correria ‘tá bem grande e bem boa,
e quando eu tinha tempo,
estava tão cansado q. preferia dormir um pouco.
mas hj é domingo, meus cinemas naum deram certo, q.
esperei o ônibus mais de uma hora e nada
e acabei desistindo de sair, e fiquei o dia todo em casa,
lendo, principalmente,
q. navegar é preciso e tem muita água pela nossa frente.

tenho tanta-muita coisa pra contaar,
tantos-muitos projetos q. quero começar –
alguns (de estudo) com vc. –,
tantas perguntas e muitas saudades,
q. bem provável esta carta fique sem pé nem cabeça,
ou uma misturada daquelas complicadíssimas.
então, sem planejar nada,
conto o q. primeiro me vem à mente.

[…]

um beijo,
q. eu já ‘tô cansado
e tenho que terminar de ler um texto enorme
(uma peça de teatro do Anchieta).

me escreva tão logo que possa.
beije a mãe, naum esqueça.

MORAES, Marco Antônio de (Org.). Antologia da carta no Brasil: me escreva tão logo que possa. São Paulo: Moderna, 2005. p.37.

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